Conexión migrante

 Leia a nova edição do jornal Conexión Migrante , publicada hoje, que traz artigos, entre outros temas, sobre o tráfico de pessoas, o Forum Mundial das Migrações, a política brasileira de migrações e nossa conjuntura política.

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“Privar um indivíduo de sua nacionalidade é atentar contra sua integridade”, entrevista de Guy Carcassone

Depois da proibição do uso do véu integral em espaços públicos e do anúncio da campanha de repressão aos ciganos, o governo francês propõe a perda de nacionalidade ou a “desnaturalização” de cidadãos franceses “de origem estrangeira”, deflagrando um grande debate jurídico. A atual obsessão securitária de Sarkozy procura desviar a opinião pública das denúncias de corrupção em seu governo, além de obnubilar sua péssima gestão da crise econômica. Mas se esta ofensiva em matéria de segurança tem a peculiaridade de estigmatizar os estrangeiros, isto se deve ao crescimento da extrema direita e o temor do governo de perder seus votos para a principal agremiação xenófoba, o Front Nacional. Assim, o Estado de Direito, numa das grandes democracias ocidentais, vai recuando diante, não de uma ameaça real, mas da mediocridade política. Nada mais oportuno, então, que a entrevista de Carcassone: “Mesmo um mau cidadão é ainda um cidadão. Podemos privá-lo de sua liberdade, mas não de sua personalidade, da qual a nacionalidade faz parte”. Leia aqui a excelente entrevista concedida por Guy Carcassone, professor de Paris X (Nanterre) e Sciences-Po Paris, ao jornal francês Libération.

“Óbvio que não vivemos numa democracia”, entrevista de Fábio Konder Comparato

“Democracia é, sobretudo, soberania popular. Soberania significa controle. Poder de controle significa tomar grandes decisões e fiscalizar, responsabilizar e destituir os representantes. O empresário que controla uma empresa não tem um poder meramente retórico ou simbólico. É ele que decide se vai continuar ou não com a empresa, os programas para o futuro. O povo brasileiro tem um poder semelhante? É óbvio que não, nós temos uma aparência democrática, mas a aparência é muito importante. É a mesma coisa que aconteceu durante a escravidão…”  O jurista Fábio Konder Comparato fala à Revista Fórum sobre a necessidade de efetivação dos  mecanismos de participação direta, os entraves para a democratização da comunicação no Brasil e o poder das oligarquias na sociedade brasileira. Leia aqui a entrevista concedida a Glauco Faria e Renato Rovai.

Enviado por Lawrence Estivalet (UFPEL)