“Racismo compreensivo”, la nouvelle vague française

Foi divulgado hoje o relatório anual da Comissão Nacional Consultiva de Direitos Humanos (CNCDH) da França: A luta contra o racismo, o anti-semitismo e a xenofobia. Baseado numa pesquisa de campo, o relatório lança um novo conceito, o do racismo compreensivo, pelo qual as pessoas entrevistadas não se dizem racistas, mas declaram compreender muito bem porque os outros o são. O relatório traz, entre outros, quatro elementos muito importantes, bem reveladores dos efeitos a médio prazo da exploração populista do tema das migrações: 1) 72% dos entrevistados considera os ciganos um grupo à parte, enquanto 48% assim consideram os árabes e 35% os originários do Maghreb; 2) entre os riscos que afligem os franceses, a insegurança é a preocupação maior dos entrevistados (28%), seguida do terrorismo (26%, o que significa um aumento de 15 pontos percentuais em relação ao ano passado); 3) o Islã é apontado como a principal dificuldade na “gestão da diferença” na França; 4) a banalização do discurso racista é considerada o “fim de uma hipocrisia”. Com a entrada em vigor, ontem, da lei que proíbe algo como “a dissimulação do rosto em lugares públicos”, a França consagra-se, enfim, como privilegiado laboratório de uma espécie extremismo ocidental (DV).

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2 pensamentos sobre ““Racismo compreensivo”, la nouvelle vague française

  1. Amei esse blog, fico muito feliz que alguem se preocupe com o nosso mundo.. A informação que você colocou aqui é muito boa e acima de tudo ajuda a educar muita gente.. Continua com esse trabalho maravilhoso.. Parabens!!

  2. Oi,
    Imensos parabéns por esta publicação, muito bem escrita e cheia de dados interessantes. De qualquer adas formas penso que o mal é de todos nós termos de criar rótulos em tudo para podermos memorizar corrctamente, vejam este caso tenho um colega que o seu primeiro nome é Muçulmano, ele na verdade fez primeira comunhão e apesar de não seguir qualquer religião sempre teve mais contacto com a religião Cristã, como a maioria de nós e da religião Muçulmana não tem qualquer conhecimento. Isto não impede que grande parte das pessoas tirem ilações de todo tipo, de tanta má utilização da Tv, o fraco entendimento das pessoas faz com que surjam comentário até na mesa de voto quando chamam o seu nome. como eu mesmo assisti, esta foi a frase dita por um responsável de uma mesa de voto de pois de chamar o meu colega: “Abdul Ferreira! Abdul eh lá!!!” E nisto, ficou com um ar de quem tinha descoberto o Bin Laden dentro da toca que ninguém encontrava.

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