Compartilho aqui minha fala em Oxford, do dia 23/10, sobre o internacionalismo no julgamento da ADPF 153 (aumentada e com referências bibliográficas), que será publicada nos anais do evento. A charge acima, do Carlos Latuff, já é conhecida de todos, mas nunca é demais difundi-la.
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Quando eu tinha 3 anos, em 1967, minha casa foi invadida várias vezes a chutes. Gritavam os gendarmes amedrontando mulher e 3 crianças (eu uma delas):
– Onde está o COMUNISTA FILHO DA PUTA!
Os crimes contra a Lei de Segurança Nacional que cometi para ser tratado desta maneira: MIJAR NUM COMUNISTA E JOGAR A CHUPETA LONGE.
Nem não vou contar aqui minha lamentável experiência de exilado desde que nasci. Só vou dizer uma coisa. Eu não quero nem indenização, nem justiça. O que eu quero mesmo é ver o sangue de todos os filhos-da-puta que participaram ou que apoiaram a Ditadura escorrendo nas sarjetas. Quero ver um milico pindurado em cada poste. E quero ver um civil que aplaudiu torturadores degolado em cada esquina (aí incluídos os Ministros do STF).
Professora Deisy,
É com emoção, alegria e momentos de indignação que leio suas publicações, o que só me faz aumentar a saudade da tua convivência. O julgamento da lei de anistia é bem o reflexo da crise que vive nossa Corte. Grande abraço!
Ramon Lisboa
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