O ataque israelense em alto mar e o direito marítimo internacional, entrevista de Marcelo Kohen

“Este tipo de intervenção violenta em alto mar me preocupa, assim como a persistência do bloqueio marítimo. Um Estado não pode tomar para si o direito unilateral de regulamentar a navegação marítima internacional”. Leia aqui a entrevista concedida por Marcelo Kohen, professor de Direito Internacional do IHEID e grande especialista do tema, ao jornal Le Temps (Genebra, 3/6/10), traduzida por Deisy Ventura. Confira a versão original da entrevista, em francês, no site do IHEID.

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5 pensamentos sobre “O ataque israelense em alto mar e o direito marítimo internacional, entrevista de Marcelo Kohen

  1. Que bom que a Internet possibilita espaços com este, pois infelizmente a mídia hegemônica prefere omitir ou reduzir a gravidade das violações jurídicas perpetradas por Israel.
    Será que as organizações internacionais tomarão alguma atitude sobre esse fatos ou será permitido que Israel continue praticando Terrorismo de Estado impunemente?!
    Há-braços!
    Obs: Valeu Deisy pela tradução.

  2. É incrivel como as opinioes publicas sobre o ataque israelense reproduzem o discurso entre o bem de um lado e o mal do outro. Ou seja, as analises quase sempre partem de “ideologismos” pré-definidos e, consequentemente, “miopes”: se você é pro-palestina você é automaticamente considerado anti-semita (o que é ainda pior, pois no caso, se é contra os atos do Estado de Israel). Dificilmente observamos uma analise como essa do Marcelo Kohen. Sem falsas dicotomias, ele simplesmente esclarece a polêmica de um ponto de vista objetivo, direto ao ponto-chave da questao. Enfim, que o fato nao se resume a ser pro-palestina ou pro-Israel. Que a importância do tema transcende essas falsas categorias e deve ser analisado, como se se percorresse um quadro pela primeira vez. Mesmo se nesse quadro, a historia Israel-Palestina se repete, se inverte e se contradiz, tudo ao mesmo tempo. E, sim, a situaçao continua preocupante e a questao que se coloca a partir de agora é “l’avenir”. Otima entrevista, otima traduçao. Forte abraço!

  3. Excelente entrevista que esclarece as questões jurídicas em jogo nesse episódio, sem mascarar o sentimento de angústia de ver um povo sitiado em sua própria casa.

  4. O Prof. Marcelo Kohen demonstra rara imparcialidade no trato desta questão. Parabéns pela iniciativa de traduzir e publicar a entrevista.

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