Pandemias: a OMS ainda tem credibilidade?

“Os equívocos durante a pandemia H1N1 põem em questão o peso e a independência dos especialistas que falam em nome da Organização Mundial da Saúde. A composição do comitê de urgência que, no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional, aconselhou Margaret Chan [Secretária Geral da OMS] continua secreta. Apenas o nome do Presidente, o australiano John Mackenzie, foi tornado público. Estes quinze epidemiologistas e especialistas em gripe desempenhou um papel decisivo quando da passagem da pandemia à fase 6, tornando efetivos os contratos para compra de vacinas pelos Estados, entre eles a França. Para o Conselho da Europa, esta opacidade impede qualquer controle democrático da agência da ONU. … Em dezembro de 2009, veio à tona que a Federação Internacional de Fabricantes de Medicamentos (IFPMA) foi consultada em primeiro lugar por um grupo de especialistas, a quem a OMS confiou a elaboração de um relatório para melhorar o financiamento de pesquisas sobre as ‘doenças negligenciadas’, as patologias que castigam os países pobres. A Federação conseguiu impor sua perspectiva: no relatório de síntese, apresentado em janeiro diante do comitê executivo da OMS, as propostas que colocavam em questão o sistema atual de patentes sobre medicamentos (um monopólio de 20 anos garantido aos fabricantes) haviam desaparecido”.

Leia aqui a íntegra do dossiê elaborado pelo jornal Le Monde sobre a crise na Organização Mundial da Saúde: Le Monde 24 04 2010

Postado por Deisy Ventura

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